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As bolsas de valores da Europa caíam na manhã desta sexta-feira, enquanto os investidores aguardam os números mensais de emprego dos Estados Unidos. As ações de bancos exibiam as maiores perdas, após o Royal Bank of Scotland (RBS) ter divulgado prejuízo no primeiro semestre.
Às 7h52 (horário de Brasília), o índice FTSEurofirst 300 exibia queda de 1,1%, a 928,18 pontos.
Desde 10 de julho, o indicador acumula valorização de 15%, impulsionado por resultados corporativos melhores que o esperado. No ano, a alta é de cerca de 11,6%, enquanto desde a mínima histórica, atingida no início de março, o avanço é de 43%.
Os investidores vão avaliar de perto o relatório de emprego dos EUA do mês de julho, que será divulgado às 9h30 (horário de Brasília). Pesquisa feita pela Reuters apontou que economistas preveem 320 mil demissões, ante 467 mil cortes em junho. A previsão para a taxa de desemprego de 9,6%, que pode ser a maior desde junho de 1983.
"Acho que hoje a preocupações são com notícias ruins. Recentemente o mercado tem ingnorado as notícias ruins e subido mesmo assim... agora, posturas mais sensatas vão prevalecer", afirmou Mic Mills, operador sênior da ETX Capital.
As ações de bancos exibiam as maiores perdas dos índices. O RBS despencava 12,5%, depois de ter apresentado um prejuízo de 1 bilhão de libras (US$ 1,7 bilhão) no primeiro semestre - prejudicado por 7,5 bilhões de libras em perdas com crédito - e nomeado um novo diretor de finanças para estimular os esforços de recuperação.
HSBC, Lloyds Banking Group, Barclays e UniCredit recuavam entre 2,4% e 6,6%.
As seguradoras também perdiam, com a Allianz cedendo 2,9%. Apesar de a companhia ter superado as expectativas com um avanço de 21% do lucro no segundo trimestre, ela previu que as condições devem permanecer desafiadoras com ganhos menores.
As mineradoras eram pressionadas pelos preços do cobre , que cediam 1,5%. Anglo American, Antofagasta, BHP Billiton e Rio Tinto se depreciavam entre 2,5% e 4%.
Na ponta de alta, estavam as ações defensivas. Os grupos de telecomunicações Vodafone, Telefonica, France Telecom e Deutsche Telekom ganhavam entre 0,7% e 2,6%.

 

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