welder postado em junho 21, 2010 09:27


Investidores reagiam positivamente nesta segunda-feira ao anúncio da China de que voltará a flexibilizar o iuan. As bolsas das Ásia fecharam em fortes altas, com o índice Nikkei subindo 2,43%, para 10.238 pontos, no maior encerramento em um mês, e o índice de Xangai avançando 2,9%.
O tom não era diferente, nos pregões europeus e futuros acionários americanos, com o FTSEurofirst 300 ganhando 1,4 % e o futuro do S&P 500 subindo 1,46% às 7h50 (de Brasília).
Apesar de certo ceticismo em relação ao impacto direto do anúncio na taxa de câmbio, a decisão de Pequim é considerada por analistas do BNP Paribas positiva para o apetite a risco global e mostra que a China tem um bom grau de confiança no crescimento mundial.
O iuan subiu nesta segunda-feira para o maior valor de fechamento em relação ao dólar desde a mudança cambial de julho de 2005, mas a variação foi modesta. A moeda fechou a 6,7976 iuans por dólar, com valorização de 0,42%. Na máxima, chegou a 6,7958 iuans, recorde desde a mudança cambial, com alta de 0,47%, e muito próximo do limite de 0,50% adotado pelo banco central.
No sábado, o Banco Popular da China publicou um comunicado afirmando que "é desejável prosseguir adiante com a reforma no regime da taxa de câmbio RMB (renmibi, nome oficial da divisa chinesa) e aumentar a flexibilidade da taxa de câmbio RMB". Mas alertou que "não havia base para grandes flutuações".
Autoridades do Banco Central Europeu (BCE) pressionaram governantes nesta segunda-feira a seguirem rigorosamente as regras orçamentárias e abrirem seus livros a monitoramento externo, em um novo modelo de política fiscal.
O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, disse que os governos devem reforçar a confiança dos consumidores e investidores, aderindo a duras metas fiscais para garantir que a recuperação da zona do euro prossiga.
A semana começa com uma agenda fraca no exterior, sem indicadores relevantes, enquanto a pauta local traz os tradicionais dados de segunda-feira e números de emprego. Na bolsa paulista há o exercício de opções.
Às 11h, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) informa o desempenho da balança comercial brasileira na terceira semana de junho.
O resultado de maio sobre a criação de empregos formais apurada pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) está previsto para as 16h e será divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a segunda-feira é marcada pelo vencimento dos contratos de opção sobre ações, o que costuma adicionar volatilidade, pois tem entre suas séries mais líquidas os papéis com maior peso do índice Ibovespa (Petrobras e Vale), além de elevar o volume do pregão. O exercício termina às 13h.