welder postado em maio 21, 2010 09:06

O governo determinou um bloqueio de R$ 7,6 bilhões nas despesas orçamentárias do ano após rever suas projeções de receitas e gastos com base em novos parâmetros macroeconômicos, informou o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão na quinta-feira.
Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia informado que o governo faria um bloqueio de R$ 10 bilhões no orçamento para esfriar a economia. Mas o relatório de reprogramação mostrou que parte desse corte - R$ 2,4 bilhões - é apenas uma reestimativa de despesas obrigatórias já previstas em itens como pessoal e encargos, e não propriamente um esforço de economia por parte do governo.
A meta de superávit primário como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) não sofreu alterações, tendo sido mantida em 3,3% do PIB. Isso porque a projeção de receitas do governo também caiu em relação à estimativa anterior, em R$ 9,4 bilhões.
Em termos nominais, a meta primária aumentou R$ 758,3 milhões, por conta da revisão para cima da projeção para o PIB. Em sua revisão, o governo levou em conta um cenário econômico de maior crescimento e inflação mais elevada em 2010.
O prognóstico de expansão do PIB foi aumentado para 5,5%, ante estimativa anterior de 5,2%. A previsão de inflação pelo IPCA aumentou de 5,0% para 5,5% e a pelo IGP-DI avançou de 5,91% para 9,14%.
Apesar da alteração, a projeção para o PIB permanece bem abaixo do projetado pelo mercado, de alta de 6,3%, segundo o relatório Focus, e também está na banda inferior da nova estimativa antecipada pelo Ministério da Fazenda.
O secretário de Política Econômica, Nelson Barbosa, havia dito no início do mês que o governo reveria sua estimativa de crescimento para algo entre 5,5% e 6,5%.
A estimativa do governo para a Selic média no ano passou de 8,70% para 9,19% e a de câmbio médio foi de R$ 1,82 para R$ 1,79 por dólar, ainda segundo a revisão orçamentária. O detalhamento das despesas de R$ 7,6 bilhões a serem bloqueadas deve ser feito em decreto ainda a ser publicado.