welder postado em maio 17, 2010 09:21

Segunda, 17 de maio de 2010, 8h42
Fonte: EFE
Grécia espera 14,5 bi de euros de ajuda da zona do euro até 4ª
Grécia espera receber nas próximas 48 horas o primeiro aporte de 14,5 bilhões de euros do pacote de empréstimos concedido pela zona do euro para evitar a falência do país, como confirmaram nesta segunda-feira fontes do Ministério das Finanças grego.
Essa quantia é parte da ajuda de 30 bilhões de euros que o Eurogrupo fornecerá à Grécia neste ano, e que se soma aos 10 bilhões de euros do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Em 12 de maio, o FMI entregou pouco mais da metade de sua parte do pacote de resgate (5,574,8 bilhões de euros), com uma taxas de juros de 1,3% e 3,3%.
Com a ajuda externa, a Grécia terá condições de honrar o pagamento das obrigações de 9 bilhões de euros que vencem em 19 de maio e quitar os salários e aposentadorias até junho, como garantiu recentemente o ministro das Finanças grego, Giorgos Papaconstantinou.
Há uma semana, a União Europeia (UE) e o FMI deram sinal verde à ativação do mecanismo de resgate à Grécia que prevê créditos no valor de 110 bilhões de euros em três anos.
Os meios gregos informaram hoje que o FMI, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu (BCE) abriram um escritório em Atenas a partir do qual vão supervisionar durante os próximos três anos os progressos do Executivo nas medidas de economia e a reforma econômica pactuadas como condição para entregar a ajuda.
A primeira inspeção deve ocorrer no início de junho. Na ocasião, serão examinados os cortes das maiores pensões, a reforma do mercado de trabalho, o melhor uso dos fundos europeus, as mudanças no sistema financeiro e a redução da despesa do sistema público de ferrovias.
A Bolsa de Atenas abriu hoje em baixa e minutos após iniciar o pregão registrava queda de 2,39%. O diferencial do bônus grego para dez anos em relação ao de referência alemão estava em 510 pontos básicos às 4h30 (horário de Brasília).
Na próxima quinta-feira, em 20 de maio, uma nova greve geral convocada pelos sindicatos será realizada no país para protestar contra as duras medidas de economia.
Especialmente, a greve dos trabalhadores portuários não permitirá a partida de navios das ilhas, o que afetará o importante setor turístico, que já sofreu mais de 30 mil cancelamentos em hotéis devido aos distúrbios vividos durante as manifestações.
A Grécia fixou o objetivo de reduzir o déficit fiscal em 3% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2014, a partir 13,6% que teve em 2009.
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