welder postado em maio 10, 2010 10:01
O mercado brasileiro elevou pela 16ª semana seguida sua previsão para a inflação neste ano e aumentou o cenário para o juro básico em 2011, mostrou o relatório Focus divulgado nesta segunda-feira. O cenário para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano aumentou para 6,26%, contra 6,06% na semana anteior. Para 2011, ele foi mantido em 4,5%.
A mediana das previsões para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) este ano passou para alta de 5,5%, ante 5,42% na semana anterior. O prognóstico para 2011 foi mantido em 4,8%.
A estimativa para a Selic no fim do ano permaneceu em 11,75%, enquanto para o fim de 2011 foi elevada para 11,5%, ante 11,25% na semana anterior. O prognóstico para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de junho foi mantido em 10,25%, o que significa uma alta de 0,75 ponto percentual.
As estimativas para o câmbio permaneceram em R$ 1,80 neste ano e em R$ 1,85 no próximo. Para o crescimento da produção industrial, neste ano, a expectativa subiu de 9,54% para 10,30%. Os analistas mantiveram a estimativa para o próximo ano em 5%.
A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB permaneceu em 41%, neste ano, e oscilou de 39,55% para 39,50%, em 2011. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) para este ano passou de US$ 12,24 bilhões para US$ 13 bilhões e permaneceu em US$ 5 bilhões, para 2011.
Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa para este ano permaneceu em US$ 49,90 bilhões e, para 2011, foi alterada de US$ 58 bilhões para US$ 58,85 bilhões.
A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do País) foi mantida em US$ 38 bilhões, em 2010, e em US$ 40 bilhões, em 2011. O boletim Focus é uma publicação semanal do BC elaborada com base em projeções de analistas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia.
Com informações da Agência Brasil.