welder postado em abril 15, 2010 09:29

SÃO PAULO, 15 de abril de 2010 - A elevação nos preços dos alimentos continua tornando cada vez mais caro viver em São Paulo. É o que revela o Índice do Custo de Vida da Classe Média (ICVM), elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio). O ICVM terminou março com incremento de 0,24% em relação a fevereiro. Em 2010, o índice registra impulso de 2,1%.Segundo Gilson Garófalo, assessor econômico da Fecomercio, apesar do aumento no gasto com alimentos, diversos setores praticamente não apresentaram variação na comparação com os preços médios do mês anterior e as despesas com transporte diminuíram devido à retração nos preços dos combustíveis. "Além disso, a variação registrada em março é inferior a dos meses anteriores. O que é positivo para o comércio", comenta.O grupo Alimentação, principal responsável por empurrar o ICVM para cima, acusou variação de 1,37% em relação a fevereiro. Alguns dos alimentos que tiveram os preços mais alterados foram os legumes, o leite longa vida, a batata e o feijão, com elevação de 15,09%, 9,59%, 8,38% e 7,05%, respectivamente. "No acumulado de abril de 2009 a março deste ano, os produtos alimentícios registraram alta de 4,95%. Porém, só no primeiro trimestre de 2010, a elevação é de 4,17%", destaca Garófalo.Já o grupo Transportes recuou 0,58% em relação ao mês anterior, a primeira baixa desde agosto de 2009. Segundo Garófalo, parte deste resultado se deve a retração de 1,31% no preço da gasolina, mas o fator mais significante foi a queda de 10,19% no valor pago pelo litro de etanol. "Com o fim do período de chuvas, que vinham prejudicando as plantações de cana-de-açúcar, a tendência é que se normalize a oferta do álcool combustível. Isso favorece a concorrência com a gasolina, o que pressiona o nível de preços", analisa.Sem o impacto do imposto predial, que foi cobrado em fevereiro, o grupo Habitação apresentou incremento de 0,14% em março, inferior ao 0,79% registrado em fevereiro. O segmento, que tem o maior peso no cálculo do ICVM, também foi beneficiado pela política de incentivo fiscal do governo, prevista para durar até julho deste ano, que baixou o preço dos móveis e dos materiais de construção. Os preços de armários para quarto e de jogos de mesa com cadeiras, por exemplo, tiveram recuo de 1,99% e 1,8%, respectivamente. Já os serviços domésticos ficaram, em média, 1,18% mais caros.Os gastos com despesas pessoais anotaram variação de 0,11%. Sendo que os preços de Fumo e Bebidas subiram 0,34% e os de Artigos de Higiene e Beleza, 0,68%. Por outro lado, ficou 1,41% mais barato fazer excursões e o custo das passagens rodoviárias e aéreas cedeu 0,7%. "Após fevereiro, com o início da baixa temporada, diminui a procura por itens de lazer. Fato que força as agências de viagens a oferecem pacotes mais atrativos", explica o economista da Fecomercio.Sem os gastos extras com matrícula e aquisição dos materiais necessários para o novo ano letivo, os gastos com Educação, praticamente não apresentaram variação, fechando o mês com tímida alta de 0,06% em relação a fevereiro. Já o setor de Vestuário viu seus preços saltarem 0,37% em março. Fato que se deve a mudança das estações e a chegada das coleções de outono-inverno à vitrine das lojas.O custo dos serviços de Saúde teve variação de 0,21% em março na comparação com fevereiro, sendo que os preços dos planos de saúde cresceram 0,22% e o dos serviços médicos e laboratoriais, 0,63%. Já os remédios e produtos farmacêuticos ficaram, em média, 0,16% mais baratos. "Contudo, o consumidor deve ficar atento, pois, a partir de abril, o preço desses medicamentos deve subir 4,6% devido a uma autorização de reajuste expedida pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (órgão do governo federal)", adverte Garófalo.(Redação - Agência IN)