welder postado em março 03, 2010 09:34


O gabinete da Grécia aprovou nesta quarta-feira um novo programa de austeridade fiscal, visando conter seu elevado déficit orçamentário e obter apoio da União Europeia, segundo uma fonte do governo.
"Medidas que renderão 4,8 bilhões de euros foram acertadas", disse a fonte, que participou da reunião do gabinete. "Metade virá de cortes de gastos e outros 50 por cento virão de aumentos de impostos."
As medidas incluem um aumento de 2 pontos percentuais no imposto sobre valor agregado, para 21%, e a redução dos bônus dos salários do setor público em 30%, além de um congelamento das aposentadorias públicas neste ano, segundo a fonte.
Em discurso na véspera, o primeiro-ministro grego, George Papandreou, comparou a crise fiscal do país a uma guerra e disse que teria que tomar medidas duras.
"O alívio no mercado aberto foi imediato após a Grécia anunciar as medidas... Isso aumenta a chance deles (Grécia) de atravessar esses problemas", afirmou Peter Chatwell, estrategista do Crédit Agricole CIB.
Cerca de 500 aposentados em Atenas caminharam até o Ministério das Finanças no primeiro protesto contra as novas ações. Funcionários públicos também planejam uma manifestação fora do ministério.
Motoristas de táxi estão em greve em Atenas, e o sindicato irá fazer um protesto nesta quarta-feira. Pesquisas de opinião, no entanto, sugerem que o governo tem a maioria do apoio público para suas medidas de austeridade.
Papandreou deve viajar à Alemanha na sexta-feira para reunir-se com a chanceler Angela Merkel, que pediu medidas fiscais adicionais da Grécia antes de considerar qualquer apoio europeu ao país.
A Grécia recebeu algum apoio da agência de classificação de risco Standard & Poor's nesta quarta-feira, já que seu diretor global disse estar menos pessimista com a crise grega que os mercados.
"A avaliação política deste governo ainda é bastante alta, se levarmos em conta as pesquisas", disse David Beers. Atualmente, a S&P avalia a Grécia em "BBB+", com perspectiva negativa.