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O Brasil deve ver forte fluxo de fundos estrangeiros devido a seus fundamentos sólidos e perspectivas de crescimento no longo prazo, apesar das recentes medidas de controle de capital, afirmou nesta quarta-feira, o diretor da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), Pedro Bastos.

Os investimentos de portfólio estrangeiros por parte de japoneses têm sido particularmente forte e o ritmo teve seu auge em outubro, quando o Brasil foi escolhido como sede das Olimpíadas de 2016, apontou Pedro Bastos durante conferência em Tóquio.

"Se você é um investidor de longo prazo, um imposto de 2% em um mercado que sobe 80% numa base nominal e 133% numa base com o dólar não é dissuasivo", afirmou Bastos.

Mas ele disse que levará tempo para o mercado ver o impacto da taxação brasileira, adotada há um mês, que visa ajudar a interromper a valorização do real.

O Brasil impôs uma alíquota de 2% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o capital estrangeiro para ações e renda fixa.

Bastos apontou que a disposição dos japoneses de investir no mercado brasileiro em ações, renda fixa e moeda aumentou fortemente nos últimos dois ou três meses.

"Os investidores japoneses têm sido investidores de longo prazo. Mesmo durante a pior parte da crise no ano passado não vimos um contra fluxo significativo", disse Bastos.

Os japoneses possuem cerca de US$ 15 trilhões em poupança pessoal parados em contas de baixo rendimento, e os investidores têm arcado com mais riscos à medida que a economia global se recupera e a bolsa de Tóquio não se valoriza como outros mercados.

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