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O executivo-chefe de GMAC, Álvaro de Molina, renunciou nesta terça de seu cargo à frente de uma das grandes entidades americanas que ainda apresentam grandes problemas financeiros. Ele foi substituído por Michael Carpenter. A GMAC foi durante décadas a entidade financeira da General Motors.

"O Conselho de Administração deixará a cargo de Carpenter acelerar as necessárias mudanças estratégicas e operacionais para que a GMAC se centre em seu negócio principal, de financiamento automobilístico e outras atividades relacionadas", explicou um comunicado da empresa.

Em abril de 2008, De Molina assumiu seu cargo na GMAC, uma entidade que recebeu US$12,5 bilhões em ajudas públicas para evitar sua falência e que, segundo a Administração americana, ainda necessita acrescentar a seu capital cerca de US$11,5 bilhões. Meios de comunicação locais asseguram que a renúncia de De Molina foi um pedido expresso do Conselho de Administração da entidade e que seu nome foi cotado como possível executivo-chefe do Bank of America, entidade na qual já trabalhou como responsável financeiro.

Carpenter é um ex-diretor da GE Capital e Citigroup, onde dirigiu as atividades de bancos de investimento e corporativa, que também participou do Conselho de Administração de CIT até que este banco apresentou recentemente sua falência. No mesmo comunicado, a GMAC apontou que pediu à Administração americana que adie qualquer decisão sobre o ingresso de fundos públicos adicionais até que Carpenter tome as rédeas e avalie a situação da companhia.

Em outubro a GMAC pediu uma nova injeção de fundos públicos para cumprir com os requisitos de capital impostos pelo Departamento do Tesouro e, segundo se publicou, o governo poderia estar disposto a proporcionar-lhe entre US$2,8 e US$5,6 bilhões.

Até o momento a entidade se viu incapaz de obter de investidores privados esses fundos, que lhe deviam servir para tapar os buracos de suas contas, gerados por sua ampla bolsa de hipotecas de alto risco e a queda da demanda de seus empréstimos para a compra de automóveis. A empresa, fundada em 1919, recebeu até agora US$12,5 bilhões diretamente do Departamento do Tesouro em duas operações de resgate durante este ano, o que deu ao governo 35% de participação na firma.

A nova injeção de fundos poderia outorgar a Washington a maioria das ações da companhia, que proporciona financiamento para os distribuidores e clientes da General Motors, sua antiga empresa matriz, assim como para Chrysler. Boa parte de suas perdas se devem ao aumento da inadimplência em sua bolsa imobiliária, já que a GMAC chegou a ser uma dos maiores empresas de empréstimos de hipotecas de alto risco, facilitadas a pessoas com mal histórico de crédito ou baixa renda.

A General Motors vendeu a maioria das ações desta firma, que também opera no negócio de seguros e de empréstimos a empresas, ao fundo de investimento Cerberus em 2006. Dois anos depois, a GMAC se transformou em um banco comercial, um requisito necessário para receber as ajudas públicas que administrou o governo de Barack Obama.

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