welder postado em novembro 11, 2009 09:15

A produção industrial da China expandiu-se no maior ritmo em 19 meses em outubro, mostrando que a terceira maior economia do mundo deixou para trás o pior da crise financeira.
Outros dados divulgados nesta quarta-feira apontaram uma queda nos investimentos e nos empréstimos, à medida que enfraquece o impacto do pacote de estímulo de 4 trilhões de iuans (US$ 585 bilhões) do governo. As exportações e as importações caíram pelo 12º mês seguido.
Mas economistas disseram que mesmo com esses números a China mantém a trajetória de recuperação, que garantirá que o país supere a meta de crescimento econômico de 8% em 2009. "A demanda doméstica como um todo está melhorando de uma forma sustentável", disse Chris Leung, economista DBS Bank.
A produção industrial subiu 16,1% em outubro sobre igual mês de 2008, o maior ritmo desde março de 2008. O dado marca uma aceleração sobre o crescimento de 13,9% em setembro e superou a previsão de analistas de 15,5%.
O dado da indústria é crucial, já que o segmento é responsável por cerca de 43% do Produto Interno Bruto (PIB) chinês, bem mais que o setor de serviços. O comércio, por outro lado, ficou abaixo do esperado pelo mercado.
As exportações caíram 13,8% em outubro sobre 2008, mas a queda foi menor que a de 15,2% de setembro. A estimativa de analistas era de declínio de 13,2%. As importações declinaram 6,4% sobre outubro de 2008, comparado à previsão de queda de 1% e do recuo de 3,5% apurado em setembro.
O superávit comercial de outubro foi de US$ 24 bilhões. As vendas no varejo cresceram 16,2% em outubro sobre igual mês de 2008, ante alta de 15,5% em setembro. O mercado projetava expansão de 15,8%.
O crescimento da formação bruta de capital fixo urbana - uma medida dos investimentos - desacelerou para 33,1% no ano, ante alta de 33,3% nos primeiros nove meses e previsão dos economistas de 33,5%.
O ritmo da deflação perdeu força em outubro, mas menos que o esperado. Os preços ao consumidor caíram 0,5% em outubro sobre igual mês de 2008. Os preços no atacado declinaram 5,8%. Os novos empréstimos no país recuaram para 253 bilhões de iuans em outubro, ante 516,7 bilhões de iuans em setembro.