welder postado em setembro 28, 2009 09:02

A semana traz uma pauta rica para os mercados financeiros globais, culminando na sexta-feira com a divulgação do importante relatório sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos em setembro. A expectativa é de que o número de demissões desacelere para 180 mil, apesar de uma leve alta na taxa de desemprego para 9,8%.
A leitura final do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, indicadores da atividade manufatureira, informações sobre gasto e renda e números do setor imobiliário também permeiam a pauta americana a partir desta segunda-feira, assim como discursos de membros do Federal Reserve (FED, o banco central americano), inclusive do chairman Ben Bernanke.
A agenda na Europa também é intensa, trazendo, entre outros indicadores, o PIB da Grã-Bretanha e dados da zona do euro sobre confiança, desemprego, inflação e atividade. O presidentte do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, também tem discursos previstos.
No Brasil, a semana conta com dados importantes de atividade, como o relatório de agosto sobre crédito e política monetária (terça-feira) e a produção industrial de agosto (sexta-feira).
Do lado da inflação, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) traz o resultado de setembro de IGP-M e IPC-S, enquanto a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas apresenta o IPC de São Paulo também referente a setembro. Os relatórios sobre o desempenho fiscal do governo central e do setor público consolidado também serão importantes para mostrar a evolução das contas públicas em agosto.
Nesta segunda-feira, o clima nas principais praças acionárias globais era negativo. O iene avançou para o maior patamar em oito meses contra o dólar nesta segunda-feira, depois que autoridades do Japão descartaram qualquer plano para conter a alta da moeda e o índice da bolsa de valores de Tóquio recuou 2,5%.
Na Europa, o índice das principais bolsas da região caía 0,14%, puxado pelas perdas de mineradoras em meio à queda dos preços dos metais. O dólar subia 0,18% ante uma cesta de moedas e os preços do petróleo caíam.