welder postado em setembro 24, 2009 09:12

As bolsas de valores da Europa exibiam queda nesta quinta-feira, com a fraqueza dos preços do petróleo afetando as ações do setor de energia e os bancos sob pressão. Às 8h37(horário de Brasília), o índice FTSEurofirst 300 exibia queda de 0,67%, a 999,36 pontos.
O indicador saltou 54 por cento desde que despencou para uma mínima recorde em março, mas ainda está cerca de 39% abaixo da máxima observada em meados de 2007.
"É uma dose de realidade. Embora haja dinheiro lá fora, os investidores estão dizendo não obrigado, nós subimos alto o suficiente e queremos tirar o dinheiro do mercado", disse Justin Urquhart Stewart, diretor da Seven Investment Management.
Os bancos apresentavam um dos piores desempenhos dentro do FSTEurofirst 300. HSBC, UBS, Deutsche Bank e Banco Santander recuavam de 1,3% a 2,3%. As ações do Deutsche Bank perdiam 2,5%.
O presidente-executivo do banco alemão, Josef Ackermann, afirmou em um artigo publicado no jornal suíço Neue Zuercher Zeitung que a regulação mais pesada resultará em menores lucros para os bancos. O comentário do executivo surge antes de uma cúpula de líderes do G20, que discutirá como regular o setor.
Papéis do segmento de energia tinham oscilação negativa, conforme o petróleo ampliava as perdas e caía para US$ 68 o barril. BG Group, Repsol, Cairn Energy e Total cederam entre 0,5% e 2,3%.
As mineradoras acompanhavam o declínio dos preços dos metais em meio a preocupações com a demanda. O cobre caía 0,8%, enquanto o alumínio perdia 1,4% e o níquel 2,36%. Anglo American, Antofagasta, BHP Billiton e Rio Tinto declinaram de 1% a 1,6%.
Investidores demonstravam preocupação de que o Federal Reserve (FED, o banco central americano) está próximo de suspender as medidas extraordinárias para injetar capital na tentativa de fortalecer a economia diante da crise financeira.
Os membros do comitê de política monetária do FED decidiram manter a taxa básica de juro dos Estados Unidos, conforme esperado, mas também disseram que o banco central irá desacelerar as compras de títulos relacionados a hipotecas para estender a duração do programa até o final de março.
"O Fed não forneceu surpresas, mas nada positivo também", disse Bernard McAlinden, estrategista de mercado da NCB Stockbrokers. Entre as ações, o grupo holandês DSM subia 2,6%, após ter dito que a demanda dos clientes continua melhorando no terceiro trimestre e que prevê que o lucro operacional oriundo de operações contínuas duplique frente ao trimestre anterior.
Mais tarde, líderes das 20 principais economias do mundo se reunirão para uma cúpula de dois dias, em Pittsburgh, à procura de modos para estimular a recuperação após a pior recessão desde a década de 1930 e construir proteção contra futuras catástrofes.