welder postado em setembro 18, 2009 08:59

As bolsas de valores da Europa operavam em queda nesta sexta-feira após terem atingido a máxima em 11 meses na véspera. O peso maior vinha do setor bancário, que recuava após reguladores britânicos fixarem condições mais rígidas que as previstas para a saída do Lloyds de um esquema de ajuda do governo. Às 8h33 (de Brasília), o índice FTSEurofirst 300 se desvalorizava em 0,19%, a 1.009,34 pontos. Na quinta-feira, o indicador fechou em alta pela nona vez em 10 sessões em meio a crescentes esperanças de que a economia global está em ritmo de recuperação. O FTSEurofirst 300 acumula alta de 21% neste ano e saltou 56% desde que alcançou a mínima recorde no início de março. Neste trimestre, o índice avançou 18% e está a caminho de registrar o melhor desempenho trimestral em quase uma década. "Conforme entramos na última sessão de negociações da semana, vemos os mercados tomando fôlego após recentes ganhos. Embora seja quase inevitável que haverá um recuo em alguns dias, é a força das quedas que estará em foco", disse John Murphy, analista da ODL Securities. "Se nós realmente estamos em um período de alta, os investidores comprarão nas quedas. Se a confiança está frágil, qualquer declínio pode ser percebido como o começo do colapso. Os mercados tendem a reagir de modo exagerado, então hoje pode ser um barômetro da confiança." Os bancos, que dispararam cerca de 170% desde as mínimas de março, registravam as maiores perdas da sessão, com o índice do setor recuando 0,21%. Lloyds Banking Group cedia 0,5%. O banco britânico informou que está em negociações para suspender sua participação em um esquema apoiado pelo Estado para se proteger contra perdas com crédito. A notícia levou a libra esterlina a alcançar o nível mais baixo em quatro meses frente ao euro. Standard Chartered, Barclays, Royal Bank of Scotland e Société Générale cediam de 0,3% a 1%. Papéis do segmento de energia acompanhavam em parte os preços do petróleo, que recuavam 1%, negociados pouco abaixo de US$ 72 o barril, após avançarem nesta semana. As mineradoras perdiam terreno depois que os preços de importantes metais de base se desvalorizaram. BHP Billiton, Anglo American, Antofagasta e Rio Tinto entre 0,3% e 1,8%. No setor automotivo, Volkswagen caía 3,82%. A montadora alemã está planejando integrar três diferentes marcas sob o mesmo teto, informou o diretor de vendas e marketing do grupo na noite de quinta-feira. Na contramão, a Kingfisher tinha alta de 3,5%, após ter anunciado fortes resultados no primeiro semestre um dia antes, incentivando uma onda de aumentos no preço-alvo de suas ações por parte de corretoras. As farmacêuticas, vistas como ações defensivas, também mostravam firmeza. AstraZeneca, GlaxoSmithKline, Merck, Novartis, Roche Holding, Sanofi-Aventis e Shire ganhavam entre 0,3% e 3%.