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A expansão acelerada dos financiamentos pelo Banco do Brasil (BB) em 2009 virá acompanhada de níveis de inadimplência menores, disse o vice-presidente de crédito da instituição, Ricardo José da Costa Flores. "Muita gente vai se surpreender", afirmou o executivo em entrevista nesta quarta-feira. Segundo ele, isso se dará porque o incremento na oferta de empréstimos realizada pelo BB em 2009, no rastro da diretriz do governo federal de estimular os bancos públicos a ampliar o crédito como meio de aliviar os efeitos da crise, foi feita de forma criteriosa. Desde maio, o BB já estendeu o limite disponível para empresas e pessoas físicas em mais de R$ 50 bilhões, movimento acompanhado por sucessivos cortes de juros. A última ofensiva, no início do mês, incluiu um aumento de R$ 36,7 bilhões, incluindo as linhas para varejo e corporativas.

"A oferta maior foi feita para clientes selecionados", disse Flores.

Segundo ele, na faixa de clientes pessoa física beneficiada com limites maiores, a taxa de inadimplência - medida pelo total de operações vencidas há mais de 90 dias - era de 0,3%. Já o grupo de empresas contempladas com mais crédito disponível apresentava inadimplência de 0,19%. Esses números são de 4 de setembro. O índice global de operações vencidas do BB era de 3,3% em junho, enquanto nos bancos privados ele girava ao redor de 5%. De acordo com Flores, os sucessivos avanços do BB em manter a inadimplência baixa e reduzir custos operacionais abrirão espaço para que a instituição amplie sua participação no mercado de crédito nacional. Desde setembro de 2008, a fatia do banco federal no estoque de financiamentos do sistema subiu cerca de dois percentuais, para 18,7%. Segundo o executivo, parte desse ganho refletiu a migração de clientes que, em meio à crise, tiveram recusados pedidos de linhas nos bancos privados. "O que o mercado vai ver com o correr do tempo é a confirmação de que a nossa tese foi acertada", disse, referindo-se à postura do banco de ampliar o crédito, mesmo num momento de aumento das incertezas. Para Flores, a expansão do crédito imobiliário e a integração das plataformas da Nossa Caixa e do Banco Votorantim serão os principais vetores para o BB ampliar sua participação de mercado em crédito no ano que vem.

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