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Os consumidores procuraram mais a compra de automóveis à vista em junho do que há um ano atrás, de acordo com levantamento divulgado nesta segunda-feira pela Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que justifica a queda "vertiginosa" nas operações de leasing para esse resultado.
Em junho, 56,27% das aquisições de carros de passeio foram feitas por financiamento (21,59% por leasing e 34,68% por CDC), ao mesmo tempo que 41,03% optaram por pagamento à vista. No mesmo mês do ano passado, 59,55% das compras foram financiadas (41,29% por leasing e 18,26% por CDC), enquanto que 37,63% foram aquisições à vista.
Segundo o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze, não é possível determinar com precisão o motivo da forte queda no leasing (de 41,29% para 21,59%), mas uma das razões foi a menor busca de pessoas jurídicas por carros.
Reze explica que são empresas (como locadoras, por exemplo) que costumam optar pelo leasing, enquanto que pessoas físicas preferem financiamento pelo CDC ou pagamento à vista. Com a crise financeira, pessoas jurídicas diminuíram o ritmo de aquisições.
Para o presidente da Fenabrave, as medidas do governo de reduzir a cobrança de Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para carros teve papel determinante na alta de compras à vista. "No caso das vendas à visa, é compreensível (que aumente). As pessoas têm medo de criar dívidas e acabam optando por pagamento à vista", explica.

 

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