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Em quatro dias de retomada da comercialização, a Telefônica diz ter recebido 104 mil ligações de interessados na contratação do Speedy - índice três vezes superior à média histórica. A empresa afirma que a conversão em vendas foi quatro vezes superior à média. Foram realizadas cerca de 15 mil vendas desde a última quinta-feira, dia 27, até domingo, dia 30, às 18h.
De acordo com a empresa, a quantidade de ligações ao call center técnico caiu 36,6%, enquanto o tempo de espera para atendimento foi reduzido de 53 segundos em junho para uma média de 1 segundo em agosto.
Dentre as medidas implementadas pela Telefônica para melhorar o serviço está direcionar todos os clientes para um segundo profissional, que verifica o entendimento da compra e os procedimentos realizados pelo vendedor, concretizando a venda somente com a confirmação do cliente.
 
Histórico

Em junho, a Anatel determinou que a Telefônica tinha 30 dias para apresentar um plano para regularizar o Speedy. No dia 26 daquele mês, o presidente do grupo no País, Antonio Carlos Valente, apresentou ao presidente da agência reguladora, Ronaldo Sardemberg, as ações que seriam tomadas para contornar os problemas.
As medidas adotadas pela Telefônica incluíram a duplicação da capacidade de resolução dos servidores que conectam os internautas aos endereços dos sites. A empresa também ampliou o contingenciamento responsável pela conexão de sua rede com a internet no resto do mundo. Segundo a companhia, R$ 70 milhões, dos R$ 750 milhões que serão investidos no serviço em 2009, foram usados nas melhorias para atender as demandas específicas da Anatel.
A Telefônica possui cerca de 2 milhões de clientes do Speedy. O serviço de banda larga é responsável por pouco menos de 30% de todo o faturamento da empresa no Brasil. Em 2008, uma pane na rede de dados da empresa afetou milhões de pessoas no Estado de São Paulo ao cortar por várias horas serviços de internet rápida de órgãos públicos.
Depois de resolvido o problema, a Telefônica concedeu cinco dias de desconto na fatura dos assinantes do Speedy. Adotando pedido do Ministério Público Federal (MPF), durante o período de proibição das vendas, a empresa também decidiu, a partir do dia 6 de julho, não cobrar multa pelo cancelamento do serviço dos clientes que possuíam contrato de fidelidade.

 

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