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O volume de negociação com dívida de mercados emergentes caiu 19% no segundo trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, mostrou nesta terça-feira uma pesquisa da EMTA, associação de comércio para países emergentes.

O dado, porém, mostrou um aumento na atividade em comparação com o primeiro trimestre deste ano, período em que os mercados globais atingiram os patamares mínimos.

Segundo a associação, o volume de operações alcançou US$ 985 bilhões no segundo trimestre, ante US$ 1,218 trilhão um ano antes, mas cresceu 8% em relação aos US$ 915 bilhões registrados no primeiro trimestre deste ano.

"Comparações com a era pré-Lehman (Brothers) ainda mostram queda. Mas é notável a maneira como os spreads têm se fortalecido nos últimos meses", afirmou Phil Suttle, chefe da área de economia global do Institute of International Finance.

No segundo trimestre, o spread entre os títulos da dívida soberana de mercados emergentes denominados em dólar, medido pelo JP Morgan reduziu-se em 212 pontos-básicos em relação aos Treasuries.

Essa medida de risco continuou a cair no terceiro trimestre, perdendo mais 59 pontos-básicos até esta terça-feira.

Os eurobônus mais negociados no segundo trimestre foram de emissões do Brasil, na ordem de US$ 48 bilhões, seguido por Argentina, com US$ 44 bilhões, México, com US$ 32 bilhões, e Venezuela, com US$ 26 bilhões.

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