Notícias

18

A Procuradoria de Nova York processou nesta segunda-feira a corretora Charles Schwab sob a acusação de fraude contra seus clientes por não informá-los adequadamente sobre os riscos das transações envolvendo a rentabilidade das aplicações que negociava.
O procurador-geral de Nova York, Andrew Cuomo, diz no processo que a entidade apresentou estes ativos de forma enganosa a seus clientes em potencial, aos quais deu uma "falsa sensação de segurança" sobre sua liquidez.
Os corretores da Charles Schwab asseguravam em suas apresentações que os investidores sempre teriam acesso a estes ativos, conhecidos como ARS (auction rate securities, em inglês), quando na realidade a liquidez deste tipo de produto financeiro não é garantida, explicou hoje a Procuradoria em comunicado.
Em gravações obtidas pelas autoridades, é possível ouvir os corretores garantirem aos potenciais investidores a completa liquidez destes bônus e descrevê-los como um "lugar seguro" para guardar dinheiro, segundo o comunicado.
Para a Procuradoria, o alto escalão da Charles Schwab sabia da situação, mas por "imprudência ou negligência" não alertou seus empregados e clientes sobre os riscos dos ARS, evidentes a partir do final de 2007 com o desabamento do mercado deste tipo de ativo.
No processo, Cuomo exige que a empresa recompre todos os bônus que os investidores não tenham conseguido vender, assim como o pagamento de indenizações, despesas e multas, entre outras medidas.

 

Votar

Comentários

Não existem comentários até o momento. Seja o primeiro e envie o seu comentário.

Enviar Comentário

Nome (requerido)

Email (requerido)

Website

Entre com o código acima

Copyright© 2009 M&W Comunicação Integrada | MWCI Termos de Uso Política de Privacidade