welder postado em agosto 13, 2009 08:59

Laryssa Borges
Direto de Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender as políticas que o Brasil tem desenvolvido para enfrentar a crise financeira mundial e afirmou que, embora o País já conte com uma taxa básica de juros de 8,75% ao ano, é possível que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduza ainda mais a Selic.
"Seria um equívoco imaginar que o fluxo de capital estrangeiro reflete apenas lado da especulação financeira. Temos o menor patamar de juros da história do nosso País e é desejável e possível cortar ainda mais", declarou o presidente, ao participar da solenidade de comemoração dos 71 anos da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Lula, que disse ser necessário se pensar o futuro do Brasil "além de disputas menores e divergências mesquinhas na política nacional", afirmou que a equipe econômica conseguiu tomar iniciativas anticrise e conquistar reconhecimento no cenário internacional.
"Nosso País foi atingido pelas consequências negativas da crise surgida nos países desenvolvidos, mas soubemos reagir tomando iniciativas, ouvindo a sociedade e agindo em sintonia. O Brasil emerge da pior crise com um patrimônio de credibilidade reconhecido tanto aqui como lá fora", comemorou o presidente, que recebeu da CNI a condecoração do Colar da Ordem do Mérito Industrial. "O ciclo de ajuste de nossa economia foi concluído, as curvas de emprego e da atividade industrial sinalizam maior crescimento no segundo semestre. Garantimos o oxigênio à expansão das vendas do varejo e (para) nossas exportações se recuperarem."
"Cresce a certeza de que o futuro do nosso País será ainda melhor. Não há duvida que investidores estrangeiros enxergam tanto a situação atual como divisam bem a situação que está por vir", ressaltou ele, destacando que desde o primeiro mandato tem feito políticas de combate a um "atrofiamento econômico" presente em governos anteriores.
"Muito antes da crise, desde o primeiro dia do nosso primeiro mandato, estamos conduzindo o Brasil a vencer na prática o ciclo de atrofiamento econômico. Em plena crise, nossa atitude foi aumentar em R$ 455 bilhões o total de investimento previstos no PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento", concluiu o presidente Lula. "Agora vamos sair da crise com o segundo menor déficit fiscal público do planeta, com cerca de 2% do PIB (Produto Interno Bruto). Estamos no caminho certo."