As bolsas de valores da Europa operavam em alta nesta quarta-feira, com a fraqueza do segmento alimentício compensada por fortes ganhos do setor de eletricidade, que é impulsionado por resultado positivo da E.ON , a maior geradora do mundo.
Além disso, os negócios são influenciados por expectativa de investidores pelo resultado da reunião do Federal Reserve (FED, o banco central americano).
Às 8h22 (horário de Brasília), o índice FTSEurofirst 300 exibia alta de 0,24%, a 934,48 pontos, após atingir 924 pontos anteriormente. O indicador avancou 4% desde que alcançou a mínima histórica no início de março. No ano, a valorização é de 12,4%.
"O mercado está parecendo um pouco cansado hoje. Ele teve um rali muito bom e agora é hora de fazer uma pausa. Estamos nos aproximando de setembro, que é tradicionalmente um dos piores meses para o mercado, então talvez os investidores estejam pensando sobre isso", afirmou Howard Wheeldon, estrategista da BGC Partners.
"Após o grande rali das últimas semanas, ressurgem dúvidas sobre se esse crescimento foi fundamentalmente justificado", disse Joerg Rahn, diretor de investimentos da Marcard Stein & Co.
A E.ON avançava 4,3% após ter divulgado lucro acima do esperado, acompanhando o desempenho de outras companhias elétricas europeias, como a EDF e a Iberdrola.
O índice DJ Stoxx que monitora o setor de energia elétrica ganhava 1,4%.
Ações do segmento de petróleo e gás também apresentavam oscilação positiva, com BG Group, Royal Dutch Shell e Tullow Oil em alta de 1,5% a 3,2%.
"O mercado está aguardando por mais dados macroeconômicos positivos e enquanto isso não acontecer, haverá falta de orientação", acrescentou Rahn.
A produção industrial da zona do euro em junho caiu ante maio, desafiando as expectativas de economistas de um pequeno aumento mensal. O desempenho na Grã-Bretanha atingiu o maior patamar desde 1996 no período de abril a junho.
Fabricantes de alimentos registravam as maiores perdas dentro do FTSEurofirst 300. A Nestlé caía 4,1% após ter dito que as vendas orgânicas cresceram 3,5% no primeiro semestre, desempenho abaixo das expectativas.
O grupo holandês ING Groep recuava 3,6%, após anunciar lucro bem abaixo do esperado. A seguradora finlandesa Sampo declinava 2% depois de divulgar uma queda surpreendente no lucro antes de impostos do segundo trimestre.
O segmento bancário operava sem tendência única. HSBC caía 1,13%, Santander e Deutsche Bank operavam perto da estabilidade.