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A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) concentra as atenções no mercado financeiro local neste início de quinta-feira, com investidores em busca de explicações sobre o que levou o Banco Central (BC) a reduzir o ritmo do aperto monetário na semana passada ao elevar a Selic a 10,75%.

Muitos economistas criticaram a redução no ritmo do aperto monetário, que frustrou a maioria das previsões, que indicava alta de 0,75 ponto percentual, citando que os indicadores econômicos ainda não justificavam o alívio, mas também apontando incoerência no discurso do BC.

O mercado de DI, contudo, já havia convergido as apostas para 0,50 ponto dias antes da reunião. Algumas instituições importantes também haviam mudado a projeção para um aumento menor do juro básico.

O BC ainda informa, às 10h30, o resultado fiscal de junho do setor público consolidado. Em maio, houve superávit primário de R$ 1,430 bilhão. A dívida pública líquida estava em 41,4% do Produto Interno Bruto (PIB).

Também na pauta, a a Fundação Getúlio Vargas informou que o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) subiu 0,15% em julho. Pesquisa Reuters apontava alta de 0,04%, uma forte desaceleração ante a elevação de 0,85% registrada em junho.

Na cena corporativa, o principal destaque está reservado para após o fechamento do mercado quando a Vale deve anunciar um lucro líquido de US$ 3,83 bilhões para o segundo trimestre, segundo média de estimativas de seis analistas. Isso significa aumento de 384% frente ao ano passado.

Mas outros resultados importantes também estão na pauta, com Usiminas e Santander antes da abertura dos negócios e Oi e Lojas Renner, para após o encerramento.

A Usiminas teve lucro líquido de R$ 347 milhões no segundo trimestre, resultado que se compara ao ganho de R$ 335 milhões um ano antes. O Santander Brasil divulgou lucro líquido de R$ 1,766 bilhão no segundo trimestre.

Nos mercados internacionais, os principais índices acionários retomavam o viés positivo nesta quinta-feira, enquanto o euro se fortalecia em relação ao dólar, negociado a US$ 1,3084 às 7h45, influenciando a queda de 0,65% da divisa americana frente a uma cesta com as principais moedas globais, para a mínima em três meses.

Na Ásia, o japonês Nikkei ainda fechou em baixa de 0,59%, após fechar na máxima em duas semanas na véspera, mas o índice da bolsa de Xangai subiu 0,55%.

O índice europeu FTSEurofirst 300 valorizava-se 0,5% amparado em resultados acima do esperado em empresas do continente, enquanto nos Estados Unidos o contrato futuro do S&P 500 mostrava alta de 5,8 pontos.

Na safra de balanços, Colgate-Palmolive é um dos destaques americanos, enquanto a agenda macro é fraca, chamando atenção apenas os pedidos de auxílio-desemprego na semana encerrada em 24 de julho às 9h30. A previsão é de 459 mil solicitações ante 464 mil registros na semana anterior.

O petróleo apreciava-se 0,31%, a US$ 77,25 o barril, nas operações eletrônicas em Nova York.

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