welder postado em maio 26, 2010 09:18

Brasil, China, Índia e Rússia estão crescendo fortemente, avaliou a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta quarta-feira, elevando suas previsões para as quatro grandes economias emergentes.
No Brasil, os investimentos em infraestrutura ajudarão o crescimento novamente, apesar da política monetária mais apertada e do início de cortes de gastos. A OCDE projeta uma expansão econômica brasileira de 6,5% neste ano, ante prognóstico anterior de 4,8%. Para 2011, a estimativa é de avanço de 5%.
A OCDE alertou que o superaquecimento pode ser um problema na China e pediu por aumento de juros e um câmbio mais flexível. A entidade prevê para o país um crescimento de 11,1% em 2010 e de 9,7% em 2011.
Com a esperada retomada da produção agrícola na Índia, o crescimento lá deve ser forte no curto prazo, segundo a entidade. A expansão neste ano deve ser de 8,2% e no próximo, de 8,5%. A Rússia deveria usar as receitas petrolíferas para eliminar o déficit fiscal mais rapidamente, avaliou a OCDE, que prevê um crescimento de 5,5% em 2010 e de 5,1% em 2011.
Recuperação
A economia global está se recuperando da recessão mais fortemente que o inicialmente previsto, com a Ásia liderando o caminho, avaliou a organização. O prognóstico para o crescimento mundial neste ano foi elevado para 4,6% e para 2011 para 4,5%. O cenário anterior apontava expansão de 3,4% em 2010 e de 3,7% em 2011, após contração de 0,9% em 2009.
A OCDE elevou sua projeção para a expansão nos Estados Unidos em 2010 e 2011 para 3,2%, ante previsão anterior feita em novembro de 2,5 %e 2,8%, respectivamente. A entidade estimou um crescimento japonês de 3% em 2010 e de 2% em 2011, números elevados ante as estimativas de novembro de, respectivamente, 1,8% e 2%.
A Europa está no fim da fila da recuperação econômica prevista pela organização, levada pela desconfiança sobre suas finanças públicas e porque não aproveita, como os Estados Unidos e o Japão, a força dos países emergentes. A zona do euro só deve registrar alta de 1,2% no PIB em 2010 e de 1,8% em 2011, abaixo da previsão anterior.
A situação da dívida e os planos de ajuste fiscal têm também influência. Na Grécia, a OCDE esperava em novembro uma queda de seu PIB de 0,7% em 2010 e um avanço de 1,6% em 2011. Após o ajuste, o PIB recuará 3,7% neste ano e 2,5% no próximo.
Na Espanha, o relatório não acredita que o corte da despesa apresentado no início de mês represente um severo impacto neste ano, e calcula que o PIB será de 0,2% neste ano (em novembro a estimativa era de - 0,3%). O impacto chegará em 2011 e se traduzirá em um aumento do PIB de 0,9%, o mesmo número do relatório precedente.
Com informações da EFE.