welder postado em fevereiro 25, 2010 09:13


Atualizada às 20h48
O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, explicou que a mudança nas regras dos depósitos compulsórios, anunciada nesta quarta-feira, se insere na estratégia brasileira de saída das medidas adotadas durante a crise financeira global.
Entre as medidas, o BC elevou a alíquota de recolhimento sobre os depósitos compulsórios a prazo para 15%.
"O que estamos anunciando hoje é um retorno das condições de compulsório que prevaleciam antes da crise, com exceção do direcionamento para as instituições pequenas e médias, que foi prorrogado de 31 de março para 30 de junho," afirmou Meirelles.
O BC, disse Meirelles, considera que o sistema financeiro está hoje "substancialmente líquido".
Ele também frisou que o compulsório ganhou importância no cenário pós-crise, em que o comitê de Basiléia passou a adotar critérios muito mais rígidos para o colchão de liquidez dos bancos.
"No Brasil, o compulsório foi um mecanismo que se revelou extremamente eficaz no cumprimento do papel de reserva de liquidez," afirmou Meirelles.
O diretor de Política Monetária do BC, Aldo Mendes, afirmou que houve um "ponto de inflexão"na maneira como os reguladores econômicos vêem o compulsório.
"O compulsório está deixando de ser um instrumento de política monetária e hoje é um instrumento prudencial," afirmou Mendes.
Na entrevista coletiva, Mendes informou que as alterações no compulsório sobre depósito à vista não foram revistas.