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SÃO PAULO - Passados quase seis meses desde que a crise financeira mundial se agravou, atingindo inclusive o Brasil, os brasileiros parecem estar ainda mais cautelosos, diminuindo o consumo. Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (20) mostra que 33% dos entrevistados desistiram de comprar algum produto ou bem por causa da crise. O percentual é maior do que os 21% apurados no último levantamento, realizado em novembro.

Por outro lado, 65% ainda pretendem continuar comprando bens ou produtos.

Automóvel é o bem com mais desistências

A pesquisa, realizada com 11.204 brasileiros, a partir dos 16 anos de idade, revela ainda que, entre aqueles que desistiram de comprar, os produtos mais citados são os duráveis e de maior valor, como os automóveis, com 7% das respostas, seguidos por móveis e casas e apartamentos, ambos com 4% das declarações.

Também com 4%, os artigos de vestuário aparecem como os produtos que as pessoas deixarão de consumir. Geladeira, moto e computador/laptop obtiveram 3% das respostas cada um, enquanto materiais de construção e máquina de lavar roupa ficaram com 2% das intenções de desistência.

Considerando a faixa de rendimento, as famílias que recebem mais de 10 salários mínimos estão mais propensas a deixar de comprar um automóvel (12%) e as que ganham até dois mínimos são as que vão mais desistir dos móveis (6%).

Medo do desemprego

A pesquisa também avaliou se os brasileiros já haviam desistido de adquirir um bem ou produto por medo de ficar desempregados, uma das consequências da crise financeira atual. Neste caso, 70% de 6.626 respondentes declararam não ter deixado de consumir.

Dentre os desistiram de comprar, o bem mais citado foi, mais uma vez, o automóvel, com 5% das declarações. Em seguida, vêm a moto, os móveis, artigos de vestuário/calçados, TV, imóveis e geladeira, todos com 3% cada um. Materiais de construção e lava-roupas novamente foram os menos citados, ambos com 2%.

No quesito faixa de renda, desta vez, as famílias que recebem entre 5 e 10 salários mínimos foram as que mais deixaram de adquirir um carro, com 9%, seguidas por aquelas que ganham de 2 a 5 salários e mais de 10 salários, com 6% das declarações.

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