welder postado em outubro 23, 2009 09:21


A agenda corporativa dá um alívio nesta sexta-feira e os investidores se voltam para os eventos macroeconômicos, que não são poucos: dados de inflação e das contas externas no Brasil, atividade na Europa, setor imobiliário nos Estados Unidos e um discurso do chairman do Federal Reserve (FED, o banco central americano).
Ben Bernanke fala às 10h30 (horário de Brasília), em uma conferência do Fed de Boston, que conta também com sessão de perguntas e respostas.
No Brasil, a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) é de alta de 0,28% em outubro, ante avanço de 0,19% em setembro, devido a pressões de administrados, vestuário e à retirada gradual do alívio fiscal para automóveis, segundo pesquisa da Reuters.
Mais cedo, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) deve mostrar variação positiva de 0,01% na terceira prévia deste mês, ante 0,05% na segunda.
Voltando aos EUA, o único balanço de relevância previsto para o dia é o da Microsoft, antes da abertura dos mercados. A estimativa é de lucro por ação de US$ 0,32 no primeiro trimestre fiscal, ante US$ 0,48 um ano antes.
As vendas de moradias usadas devem mostrar, às 12h, alta para 5,35 milhões em setembro, ante 5,10 milhões em agosto.
Na Europa, saiu o PIB britânico, que inesperadamente contraiu-se no terceiro trimestre deste ano, em 0,4% sobre o segundo e 5,2% ante igual período de 2008, acumulando seis trimestres seguidos de queda e a mais longa recessão da história.
Uma série de dados preliminares sobre os setores de serviços e manufatureiro mostrou que a zona do euro está caminhando para a recuperação: a atividade de serviços cresceu no ritmo mais rápido em 20 meses em outubro, enquanto a produção manufatureira expandiu-se pela primeira vez em mais de um ano.
Os mercados acionários iniciavam o dia em alta. Na Europa, o ânimo vinha dos bons resultados da Danone e dos ganhos de ações de bancos e mineradoras. Bons resultados corporativos recentes nos Estados Unidos e na Ásia elevaram os índices asiáticos. Em Wall Street, a alta era pequena, à espera da Microsoft.