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Um estudo elaborado em conjunto pela consultoria Ernst e Young Brasil e Fundação Getúlio Vargas Projetos apontou que o Brasil foi o único país, em relação aos seus principais concorrentes nos últimos anos, que viu a produtividade da agroindústria crescer na casa dos 2% ao ano nas últimas três décadas.

Para efeito de comparação, nos EUA esse índice foi de 0,8% e na China de 1,8%. Outro ponto notável é a participação que a agroindústria tem no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Em 2005 o PIB do agronegócio chegou a U$ 438 bilhões, ou seja, 23% da renda nacional. Nos EUA, por exemplo, essa fatia é de 16,7%.

Se nos países com melhor nível social a demanda por alimentos responde de forma mais moderada aos aumentos de renda, no Brasil ainda há estratos sociais que podem se beneficiar diretamente desse incremento. Estima-se que a renda média brasileira cresça 3,1% anualmente e o consumo global das famílias, 3,8% ao ano.

Nesse mesmo cenário, a projeção é que o consumo de alimentos deve avançar 3,0% ao ano (2,5% para alimentos in natura e 3,1% para alimentos processados). Isso significa que, considerando o País e suas diversas faixas de renda, para cada 10% de acréscimo no PIB o consumo de alimentos deve se elevar em 7,5%.

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