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No último fim de semana antes da volta gradativa da cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nos carros zero, as concessionárias fazem plantão na expectativa de aumentar ainda mais as vendas com lojas abertas também no domingo. Em uma concessionária de Brasília o gerente de vendas, Rodrigo Robert, diz que, considerando toda a última semana, as vendas tiveram um acréscimo de 20% em relação ao mesmo período anterior.

Para este sábado e domingo todos os funcionários da loja estão de plantão. Ele explicou que o estabelecimento abre sempre no último domingo, mas com apenas 25% do pessoal, mas, desta vez, 100% deles estarão trabalhando. "Acredito que este final de semana as vendas serão intensas", disse.

Robert destacou algo que considera um fato curioso, o volume de vendas à vista. Do total de carros vendidos até a metade da tarde de hoje, 70% tiveram essa forma de pagamento. "Sinal de que o dinheiro está circulando", afirmou.

O cronograma de volta do IPI para os carros de mil cilindradas prevê a inclusão de 1,5% de imposto a partir de outubro, 3% em novembro, 5% em dezembro e o retorno aos 7%, a partir de janeiro do próximo ano.

Mais carros vendidos a um preço menor significa também um acréscimo na venda de seguros e mais acessórios instalados. O representante comercial Carlos Robertson aproveitou o sábado para comprar um carro zero e com o preço menor acabou levando um veículo mais bem equipado.

"Compraria um mais simples se não fosse a redução. Acho que essa medida deveria continuar, melhoraria para todo o setor", disse.

Foi o que fez também Antônio Francico que adquiriu hoje um carro popular, o segundo da família. Ao lado da esposa e dos dois filhos, ele assinou os papéis da nova aquisição com alguns acessórios a mais por conta do IPI reduzido. "Pelo desconto, encaramos", disse sorrindo.

Em outra loja em Brasília, a proximidade com o retorno do imposto também resultou em um aumento de 20% nas vendas nas últimas duas semanas. O acréscimo só não foi maior por que os funcionários da montadora da marca estão em greve o que fez com que faltasse estoque para atender a toda a demanda, de acordo com o gerente de vendas, Ivanildo Martins.

Segundo ele, há uma lista de 80 clientes a espera do fim da greve e de que a produção se normalize a fim de que seja possível comprar um carro até quarta-feira, antes de começar o aumento gradativo do IPI. Ele avalia que sem a paralisação as vendas em setembro teriam sido 35% maiores do que no mesmo mês do ano passado.

Os carros mais procurados nesta loja são os modelos populares com preços entre R$ 26 mil e R$ 30 mil, segundo Martins, que agora lamenta o fim do IPI reduzido.

"Seria interessante que continuasse a redução que foi bastante benéfica para nós e para os consumidores". Ele, no entanto, ainda espera que que com a proximidade do novo acréscimo do imposto, em novembro, ocorra novamente um aumento de vendas.

Para os carros entre mil e duas mil cilindradas bicombustível, a alíquota de IPI passa para 5,5% em outubro, 6,5% em novembro, 7,5% em dezembro e chega aos 11% em janeiro.

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